Meros Devaneios Tolos
  

Ah, esse coração que não se aquieta diante dela
Que pulsa só pela lembrança de seu gosto
Que me traz a ilusão de seu beijo durante a noite
Que chora de saudades de seu corpo junto ao meu

Quantas vezes já não me fizestes de tolo, coração?
Quantas vezes já fostes ferido injustamente?
Mas, quantas vezes tornastes a sorrir por um simples suspiro?
Por uma fagulha de sonho qualquer?
Ah, coração...

Como nos enganamos ao achar que simples palavras
Traduziriam todo o que sentimos por ela...
Deveras correto estas, ao saber,
La no fundo,
Que não existe mundo para nós, sem o prazer do amor dela...



Escrito por Artur Ugiette às 13h22
[] [envie esta mensagem] []


 
   Estarei sempre em ti

Tentaras, sim, seguramente tentarás

Mas basta um olhar no fundo dos teus olhos

E qualquer um verá que estou neles

Eles sempre me diziam a melhor resposta para agradar-te

Ou teus lábios macios

Sedentos, cada dia mais, pelos meus beijos

 

Podes desfazer-te das fotos

Mas no fundo dos teus olhos haverá uma luz

Ou varias, quando ouvires falar daquela praia

 

 

Certamente lagrimas molharam teu rosto

Ao sentir meu perfume ou ouvir meu nome

De certo me procurarás nesses momentos em meio á multidão

Acharias mais facilmente em teu coração

 

Irás dispor os moveis ao meu jeito no domingo

Lutarás contra á tentação de cozinhar meus pratos favoritos

Algumas vezes vencerás, outras serão inevitáveis as lagrimas

 

Podes jogar fora as lembranças das viagens

As fotos e os presentes

Mas por mais que tentes

Não adianta me tirar das coisas matérias, estou por todo o teu corpo

 



Escrito por Artur Ugiette às 00h28
[] [envie esta mensagem] []


 
  

DOR

 

Eita, dor. Maldade de Deus

Aparece quando menos se espera

mas sempre bate cartão no adeus

 

Ela vem como quem não quer nada

Se achega ao coração

Faz um buraco na alma

O estomago ela fecha

Dos olhos abre um ribeirão

E de lagrimas faz correr o rio

 

As vezes é algo que nem sabemos

Só sentimos  aquele aperto no peito

Sintoma mais que certo,

Da dor

 

Sentimos dor pelo que já se foi

Pelo que ainda virá

Sentimos a dor da mudança

A do medo de algo novo

A dor do que deixamos para traz

Mas a que mais faz sofrer

É a dor do amor



Escrito por Artur Ugiette às 19h25
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Dias de chuva

 

Em dias de chuva

Nada mais justo que aquela preguiça

Que começa no pé e termina sabe-se lá onde

Aquela dorzinha gostosa

Uma vontade de não ir

De ficar mais um pouco

 

Em dias de chuva

Não fazer nada

Ver um filme na cama

Se agasalhar no sofá

Um café com bolo

Até ela passar

 

Em dias de chuva

Um mimo dengoso

Uma cama quentinha

Um lençol bem grosso

Um amor bem cheiroso

Pra gente se “aprochegar”



Escrito por Artur Ugiette às 11h15
[] [envie esta mensagem] []


 
  

Dias de Sol

 

Enquanto houver dias de sol

Haverá motivo para correr na grama com seu filho

Para brincar no balanço com sua filha

Para deitar e não fazer nada com seu amor

Enquanto houver dias de sol

Sempre terás desculpa para um sorvete

Para uma ida á praia

Para comprar um cachorro

Enquanto houver dias de sol

Poderás esquecer da vida

E, pelo menos por um dia,

Viver



Escrito por Artur Ugiette às 11h15
[] [envie esta mensagem] []


 
  

A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS

 

Se houverem noites estreladas, saberei que tu estás á sorrir

Se houverem dias de chuva, saberei que estás a chorar

Sim, porque chora também o mundo quando tão belo sorriso se esvai em dor

Como este também se alegra, quando se alegra teu semblante em tão belo ato

Se houverem batalhas épicas, estas serão pelo teu amor

Se houvesse pelo que se esforçar, seria para te sentir

Assim como o mar se esforçar para tocar tua pele em ondas na praia

Ou como se esforça o sol para vencer a noite fria e negra, por não te ter em meus braços

Me esforço todo dia para merecer tal honra

Se houverem dias de calor, quero ser a sombra á te proteger

Se houver brisa a tocar-te á pele, quero ser o vento a te refrescar

Como queria poder tocar tua pele com a mais sensível de todas as mãos

Te dar o sol, o mar, a lua e as estrelas, todo dia e o dia todo

E em troca receber teu sorriso e tua atenção

Se houvesse palavras para descrever a mais bela de todas as coisas, elas seriam desnecessárias ante teu nome.



Escrito por Artur Ugiette às 11h15
[] [envie esta mensagem] []


 
  

 

Ônibus

 

Meu amigo Joca estava sentado nas ultimas cadeiras do ônibus, espremido entre dois assentos, mas com as pernas livres no corredor. Quando seus olhos miram aquela linda obra de Deus. A jovem e bela gazela vinha em sua direção e, nos raros momentos em que vencia mais um obstáculo rumo ao fim do ônibus, os olhos de ambos se encontravam e um sorriso maroto e sincero podia ser visto na face de Joca.

Com alguma dificuldade a jovem chegou até o ponto onde queria, ficando a alguns passos de Joca, que continuava intermitentemente a olhar para a bela figura, que respondia em raros momentos, com um sorriso pequeno ou um olhar rápido.

Em dado momento uma senhora que estava ao lado de Joca se levanta e a menina se senta ao seu lado, hora de tentar uma aproximação.

- Oi, tudo bem?  –dispara Joca sem hesitar.

- Tudo. Resposta seca e rápida de presa, mas nada que desamima-se nosso herói.

-Sabe, acho que te conheço de algum lugar... Velha e boa tática, meu avó sempre usou e sempre deu certo.

-É, eu também acho.

Segundos de silencio, Joca esperando uma palavra amistosa ou uma nova ideia. Mas o tempo é o senhor da razão e a gazela contra-atacou:

-Deve ser porque estudamos no mesmo colégio. Hum, golpe certeiro dela.

-Serio? Onde? – nosso herói ainda se recupera dos últimos golpes.

-No Ideia, em 2000, não lembra? – tentativa de golpe final, mas nosso herói já estava pronto para a resposta.

-Não, me desculpa e que eu era muito calado e não conhecia muita gente do colégio.

-Nós éramos da mesma sala.

Joca achou melhor descer na próxima parada e esperar outro ônibus. Despediu-se com um até mais e um beijo no rosto de menina, perguntou seu nome e disse o seu, uma saída honrosa para uma derrota certa.

Um dia da caça e outro do caçador... Essa perdemos...



Escrito por Artur Ugiette às 11h12
[] [envie esta mensagem] []


 
   Fila de Banco

-Martinha, que saudade menina.

-Alex, eu também morro de saudades de você , faz tempo que agente não se vê.

-Pois é, vou ficar aqui na fila também. E ai, tas fazendo o que por aqui? Cada a Laura?

-Xi rapaz, não soubesse não? Ela foi demitida...

(silencio)

- por quê?

-Sabe como é a Laura, né?- Sei, Sei. - Pois bem, ela tomou o ônibus pra ir para o trabalho, ai como tava cheio ela ficou em pé e deu as bolsas para um senhor que tava sentado no ônibus. Ai o Senhor puxou conversa e ela, como sempre, foi contando tudo da vida dela...

-Oxe, e só porque falou com o homem ela foi despedida?

-Não, menino, deixa terminar. Ai o Senhor disse que conhecia a empresa de nome, mas não sabia o que ela fazia. Ela começou a contar da empresa e ai começou a contar dos pobres da empresa. Falou tudo, dos chefes, dos casos, das piscinas que a empresa pega quebrada e vende depois como nova, essas coisas.

-Eita. Alguém escutou?

-Não, vê. Ai quando ela desceu o senhor desceu também, ela foi para a empresa e ele foi atrás. Depois só veio a noticia, aquele era o novo gerente que tava chegando e que resolveu ir um dia antes para a empresa e conhecer o pessoal mais informalmente... Foi àquela confusão, o Carlos, o gerente que ta saindo, chamou ela na sala da gerência, ela saiu depois chor...

 

La no fim ouvi algo chamando pelo próximo da fila. Mas não dei atenção.

 

-Sr, ta livre o caixa ali. -Era martinha que falava agora comigo e deixava a conversa, por hora, de lado. Enquanto o Alex olhava para mim com cara de quem me repreendia por estar escutando a conversa alheia...

 

Encaminhei-me para o caixa e paguei as contas, mas o que mais importava foi que sai do banco sem ouvir o fim da conversa.



Escrito por Artur Ugiette às 14h45
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 
HISTÓRICO



OUTROS SITES
 Acerto de Contas
 Desterritório-André Raboni
 Amanda Costa
 José Simão
 Martini Com Cereja
 Conversa Afiada
 Carta Capital
 Projeto Recapibaribe


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!